Cultura e Esporte

Anões aos ombros de gigantes

Escrito por Márcio Amorim
“Somos como anões aos ombros de gigantes, pois podemos ver mais coisas do que eles e mais distantes, não devido à acuidade da nossa vista ou à altura do nosso corpo, mas porque somos mantidos e elevados pela estatura de gigantes.”

Bernardo de Chartres, referido por João de Salisbúria, Metalogicon, III, 4.
Somos portanto como anões sobre o ombro de gigantes! Quantas pérolas colhemos ouvindo a uns e a outros! Como uma frase original de alguém traz luz, compreensão e entendimento para nosso pensar.

Escutei uma citação do poeta Ferreira Gullar sobre a incompletude da obra de arte! O quadro nunca está pronto para o artista, que tem sempre a vontade de dar mais uma pincelada! O poema precisa ser sempre burilado, está eternamente incompleto aos olhos do poeta, seu autor!

Isso me aplacou a alma, pois sofro dessa insegurança! O que escrevo, me parece sempre longe da perfeição! Um retoque sempre se faz necessário, ao meu olhar! Meu olhar mesmo é mutante! Sou, eu mesmo, um ser mutante, em meu pensar!

Quão distante de um Miquelangelo que ao finalizar seu Moisés, dizem, bate-lhe com o martelo e diz: “parla”! Considerando a escultura perfeita, finita e quase um ser humano dotado de vida!

Só me resta aceitar minha incompletude! Agradecer aos gigantes que contribuem para trazer luz ao meu pensar! Me conformar com a necessidade do trabalho sobre a inspiração! Como disse Thomas Edison: “O génio é um por cento de inspiração e noventa e nove por cento de transpiração”.

Sobre o autor

Márcio Amorim

Márcio Amorim possui graduação em medicina, direito e administração pública. Pós graduado em pediatria, saúde pública, medicina do trabalho, homeopatia, acupuntura, medicina antroposófica e nutrologia, também já trabalhou como professor universitário e é ex-diretor do Departamento de Saúde Pública da PMI. Medcenter: (31) 3822-1531

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