Cultura e Esporte

Mulher-Maravilha: A origem da maior heroína de todos os tempos

Escrito por Raphaella Martins

A embaixadora honorária da ONU e um dos maiores ícones da cultura pop do sexo feminino da nona arte, terá sua estreia nas telas de cinema neste ano. O filme, que estará em cartaz a partir do próximo mês, já é o mais aguardado do ano pelos fãs da heroína da DC Comics.

Dona de força sobre-humana, a heroína foi treinada como guerreira – é uma das melhores entre seu povo – e maneja diversas armas habilmente. Entre os equipamentos que mais usa, estão seus braceletes capazes de desviar balas, raios de força e outros projéteis; e o Laço da Verdade, uma extensão de corda que, quando prende alguém, força a pessoa a falar a verdade.

A origem

Pioneira feminista nas histórias em quadrinho, a Mulher-Maravilha foi criada pelo psicólogo William Moulton Marston, em 1941, a pedido do editor Max Gaines. Gaines sentia que faltava algo de novo nas histórias de super heróis que publicava na época e encarregou Moulton de criar um personagem diferente.

Moulton, ainda ponderando sobre como seria o personagem, sabia que gostaria que esse novo herói abraçasse o amor e a paz no lugar da violência e guerra, algo tão comum no meio dos quadrinhos. Muito embora os ideais do novo herói estivessem claros na mente de Moulton desde o início, foi Elizabeth Marston, esposa do psicólogo, a responsável por acender a fagulha que levaria a criação da primeira super heroína e da Mulher-Maravilha como a conhecemos. Para criar a personagem, Marston foi inspirado também por Olive Charles Byrne, uma mulher que viveu com ele uma relação poliamorosa. Para escrever as aventuras em quadrinhos da nova super heroína, Marston usou o pseudônimo de Charles Moulton, combinando seu nome do meio com o de Olive.

Sua primeira aventura foi na revista All Star Comics #8 de dezembro de 1941, nos Estados Unidos. Escrita por Charles Moulton e desenhada por H. G. Peter, a história timidamente iniciada tem continuação direta em Sensation Comics #1 de janeiro de 1942. Com o sucesso, ela ganhou sua própria revista em quadrinhos em maio de 1942, Wonder Woman #1, que foi transferida exclusivamente para a DC Comics em 1944.

Primeira aparição da personagem (1941)

História da Wonder Woman

A Mulher-Maravilha tem uma das origens que mais sofreu alterações na história dos quadrinhos, devido às várias atualizações que a personagem sofreu ao longo das décadas. Inicialmente, Diana foi criada de maneira mágica, a partir de uma figura de argila, na misteriosa Ilha Paraíso – um reino escondido, mais tarde chamado de Themyscira –, por sua mãe, a Rainha Hipólita.

Quando adulta, durante o período da Segunda Guerra Mundial, ela foi enviada ao mundo dos homens (no caso, os Estados Unidos), como embaixadora da paz e para lutar contra inimigos como os alemães e os japoneses. Durante diversos períodos e reformulações, ela usou a identidade secreta de Diana Prince, que teve várias encarnações: enfermeira, secretária, agente do Departamento de Defesa e até dona de uma butique de moda.

Em sua última reformulação, ocorrida em 2011, a Mulher-Maravilha tornou-se uma semideusa, filha de Hipólita e do deus grego, Zeus. Com atitudes mais violentas, ela é considerada a nova encarnação do deus da guerra.

Mulher-Maravilha: O Filme

Sinopse: Treinada desde cedo para ser uma guerreira imbatível, Diana Prince (Gal Gadot) nunca saiu da paradisíaca ilha em que é reconhecida como princesa das Amazonas. Quando o piloto Steve Trevor (Chris Pine) se acidenta e cai numa praia do local, ela descobre que uma guerra sem precedentes está se espalhando pelo mundo e decide deixar seu lar certa de que pode parar o conflito. Lutando para acabar com todas as lutas, Diana percebe o alcance de seus poderes e sua verdadeira missão na Terra.

Confira o último trailer oficial lançado pela DC Studios:

 

Sobre o autor

Raphaella Martins

Raphaella Martins, 21 anos, publicitária formada pelo Unileste, gamer com 19 anos de experiência por influência de um pai dono de locadora nos anos 90 e apaixonada pela cultura nerd e geek.

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