Saúde e Estética

Transtorno da Personalidade Borderline: O medo do abandono.

Escrito por Delma Sathler

O Transtorno da Personalidade Borderline, caracteriza-se por uma intensa instabilidade nas relações interpessoais. O indivíduo tem um medo exacerbado de abandono, seja real ou imaginário, ocasionando comportamentos impulsivos e explosivos.

Também conhecido como Transtorno de Personalidade Limítrofe. Este termo originou-se de um grupo de pacientes que viviam no “limite” da sanidade mental, na fronteira entre a neurose e a psicose.

A maior incidência (75%) está relacionada ao sexo feminino (DSM-V). Por temerem uma separação, passam a ter comportamentos obsessivos em estar no controle do relacionamento, exigindo muito do parceiro em frequentes crises de ciúmes irracionais e recorrentes explosões de raiva.

Ao menor sinal ou percepção iminente de rejeição, eclodem grandes tempestades emocionais de difícil controle.

O borderline tem o humor polarizado, ou seja, tudo ou nada. Às vezes muito irritado, deprimido, e em poucos minutos demonstra estabilidade emocional (transitória). Contudo, apaixonam intensamente e “desapaixonam” facilmente. Ou ama, ou odeia.

Têm uma percepção negativa de si mesmo gerando baixa autoestima, e em algumas situações, ideações suicidas e automutilação como forma de aliviar a dor da alma.

Hiperativos emocionais ficam entediados facilmente e buscam estar sempre em movimento. Consequentemente, aumenta o risco de comportamentos compulsivos por compras, comida, sexo irresponsável, álcool e drogas ilícitas.

As pessoas acometidas por este transtorno são afetadas negativamente em vários contextos, interferindo em aspectos sociais, familiar, profissional e acadêmico. Superestimam pequenos indícios de solidão. Fantasiam situações com pensamentos distorcidos em relação ao parceiro, buscando preencher um incessante vazio interior.

Estudos apontam para vários fatores como possíveis causadores deste transtorno de personalidade: Infância traumática, separação dos pais, abuso psicológico e sexual, e predisposição genética.

O tratamento ainda é um desafio para psiquiatras e psicólogos, pois são pacientes que desenvolveram padrões rígidos e inflexíveis de comportamentos associados à instabilidade emocional, bem como incapacidade de manter vínculos. É necessária uma sólida aliança terapêutica, devido à dificuldade em relações interpessoais que o borderline possui. O trabalho em equipe tem trazido grandes sucessos na estabilização e controle dos sintomas e na qualidade de vida dos pacientes, bem como na compreensão de sua patologia.

Terapias em grupo também são indicadas, e quando necessário, o uso de medicamentos como, por exemplo, estabilizadores de humor de acordo com cada situação.

Sobre o autor

Delma Sathler

Delma Sathler, Psicóloga Clínica no Instituto Vivaz Saúde e Bem Estar
Rua Graciliano Ramos- 144- Cidade Nobre (31) 3617.2046
Contato: delma.alice@gmail.com

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